SAEPE | Sociedade de Anestesiologia do Estado de Pernambuco

Os primórdios da Anestesiologia em Pernambuco

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Acredita-se que o uso pioneiro do éter numa intervenção cirúrgica ocorreu em 12 de abril de 1847, por iniciativa do médico Thomas Green Morton, no Hospital Geral de Massachusets (EUA). Em Pernambuco, o primeiro registro da utilização do éter ocorreu alguns anos depois, em 1851, pelo médico José Francisco Pinto Guimarães.

Mas a difusão da anestesia no Estado só ocorreu, de fato, apenas algumas décadas depois. Data de 1901, por exemplo, a primeira raquianestesia realizada em Pernambuco, pelo Dr. Arnóbio Marques. Outro profissional que se destacou foi o Dr. Barros Lima, responsável pela primeira anestesia epidural-sacra (1923) e, segundo alguns registros, também o primeiro a realizar uma raquianestesia em criança.

O popularização das práticas anestésicas levou também os médicos a se especializarem. Como Enio Laprovítera e Maria Luiza Alves apontam em pesquisa sobre o histórico da Anestesiologia em Pernambuco:

A anestesia como especialidade, no Recife, se deve a dois médicos, não cirurgiões, Guilherme Cirne de Azevedo e Álvaro Ferraz, chefe e diretor, respectivamente, do Serviço de Saúde da Polícia Militar de Pernambuco. Eles, em 1944, compraram um aparelho de anestesia McKesson Nargraf e em 1945 promoveram a ida do então recém-formado Nelson Falcão para estágio de três meses no Rio de Janeiro com os Drs. Mário Castro d’Almeida Filho e Oscar Ribeiro. No mesmo ano, José Adolfo de Basto Lima e Moacir Monteiro de Morais fizeram estágio no Serviço de Mário d’Almeida. Este grupo foi seguido, três anos depois, por Walter Dimenstein e Paulo Cabral Bittencourt, que fizeram estágio de um ano no Serviço de Anestesia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Estes dois grupos foram os desbravadores da Anestesiologia em Pernambuco.