SAEPE | Sociedade de Anestesiologia do Estado de Pernambuco

CFM esclarece questões sobre a presença do médico radiologista na sala de comando

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23 de Fevereiro de 2016

Com frequência a SAEPE tem sido questionada pelos associados sobre a obrigatoriedade da presença do médico radiologista na sala de comando da máquina durante a realização de exames de tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética (TC/RNM), nas ocasiões em que é solicitado o acompanhamento de um anestesista. Para esclarecer a questão, a diretoria da Sociedade entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e também com Conselho Federal de Medicina (CFM), buscando resposta para a dúvida.

A carta assinada pela presidente da SAEPE, Maria Célia da Costa, e pela diretora de defesa profissional, Cristina Roichman, ressalta que “é cada vez mais frequente a realização de tais exames em pacientes graves, situados em faixas extremas de idade, internados em UTI, com instabilidade cardiocirculatória e respiratória, utilizando medicação de suporte à vida através de bombas de infusão e respiradores, com acentuado risco anestésico”.

Um dos problemas desse quadro, destaca o documento, é que estes exames, com raras exceções, têm sido realizados apenas pelo técnico em radiologia; o médico radiologista, geralmente, se limita a fornecer o laudo. E como o técnico não possui o conhecimento necessário para discernir a sequência adequada para cada paciente, segue-se sempre o protocolo clássico completo, o que aumenta bastante a duração do exame e, em consequência, o tempo de anestesia, o que eleva consideravelmente o risco do paciente.

A presença do médico radiologista otimiza o tempo de realização do exame, já que o profissional pode escolher a melhor sequência de imagens para cada caso em particular, já que estará vendo o resultado em tempo real e sabendo exatamente o que se busca em cada paciente.

Inclusive, há ocorrências de pacientes que precisaram refazer o procedimento por apresentarem alterações que não foram exploradas no primeiro exame, justamente pela ausência de um radiologista. O resultado é mais sofrimento e mais riscos para a saúde para os pacientes.

Confira aqui as respostas do CFM aos questionamentos da SAEPE.